Um novo estudo da Universidade do Porto (Portugal) mostra que marinar carne em cerveja ou vinho tinto antes de cozinhá-la diminui níveis de AHC (aminas heterocíclicas), substâncias potencialmente cancerígenas.
A pesquisa avaliou o efeito dessas bebidas em filés bovinos preparados em panela antiaderente sem óleo.
Marinar a carne por seis horas diminuiu os níveis de dois tipos de AHC em até 90% em comparação a um filé não-marinado. "A lógica diz que o efeito será o mesmo em outras carnes. Escolhemos a carne bovina porque forma mais aminas", disse à Folha Isabel Ferreira, responsável pelo estudo.
A cerveja foi mais eficiente para baixar as taxas de um terceiro tipo de AHC.
Outras preparações também podem levar à formação dessas substâncias, dependendo da temperatura. A engenheira de alimentos Priscila Becker Siqueira diz que os compostos são formados principalmente quando a carne entra em contato com chama e fumaça, o que ocorre na preparação de um churrasco, por exemplo. (JS)
(Folha de S.Paulo/03.01.09)
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Consumidor paga mais caro pelas bebidas neste ano
Beber, seja suco ou cerveja, ficou bem mais caro este ano. Todas as categorias de bebidas - com exceção de água mineral e isotônicos - tiveram aumento acima da inflação este ano, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de janeiro até o final do mês passado.
Enquanto a inflação do período ficou em 5,99%, vinhos e chope subiram 15,80% e 12,42% respectivamente. Uísque e vodca ficaram 12,23% e 11,46% mais caros. Os sucos de fruta tiveram alta de 8,81% e as cervejas, de 6,19%. Já os refrigerantes estão custando em média 6,56% a mais. E, segundo executivos ouvidos pelo Valor, tanto em dezembro quanto nos primeiros meses de 2009, os preços podem continuar subindo.

"Antes de fevereiro teremos de aumentar os produtos em mais 6%", diz Luís Eduardo Figueiredo, diretor comercial da sucos Jandaia. Ele explica que várias frutas tiveram safra abaixo do esperado, como é o caso do caju - sabor que corresponde a 75%do mercado de concentrados. "A produção de caju este ano está até 40% abaixo do esperado. Além disso, os custos logísticos subiram entre 12% e 15% e o custo de transporte representa de 8% a 10% do preço final do produto", explica.
As cervejas, por sua vez, estão aumentando ainda mais de preço esta semana. A AmBev, que tem 67% do mercado, anunciou reajuste para os supermercados de 5,4%. "Quando a AmBev sobe, depois as outras marcas acabam aumentando preços também", diz Emílio Bueno, presidente da Rede Econ, com mais de 30 lojas em São Paulo.
A Femsa, dona das marcas Sol e Kaiser, informa que não tem reajustes planejados. "Houve sim uma mudança de custos neste ano. Mas o preço das matérias primas caiu na mesma proporção em que o dólar subiu, compensando um pelo outro", diz Paulo Macedo, diretor de relações externas Mercosul da companhia. "O aumento que houve no mercado este ano foi mais preventivo. A indústria está tentando se prevenir no caso de uma alta dos insumos que não houve até agora", afirma. A Femsa, segundo ele, aplicou um aumento diluído durante o ano para repassar "apenas a inflação do ano passado", que ficou em 4,38% segundo a Fipe.
Em 2009, entretanto, as cervejarias deverão importar mais malte que o normal, devido à má qualidade da safra de cevada, de acordo com Euclydes Minella, pesquisador e especialista em cevada da Embrapa Trigo, de Passo Fundo (RS). "Elas terão que aumentar seu gasto em dólar", diz.
Mesmo assim, Macedo, da Femsa, diz que o reajuste da cerveja não se justifica. "A indústria faz contratos de compra de um ano, dois anos e de até cinco anos. Variações cambiais não têm reflexo imediato nos custos como muitos pensam."
No caso de bebidas mais finas, como vinhos e destilados, o aumento tem, sim, a ver com o dólar pois boa parte desses produtos é importada. Alguns fabricantes, como a britânica Diageo, líder global no segmento de bebidas alcoólicas premium, tentam trabalhar com uma cotação menor da moeda americana que a praticada pelo mercado. A companhia divulgou esta semana que está trabalhando com o dólar a R$ 1,80, em uma tentativa de não assustar os consumidores neste final de ano.
Já a tradicional cachaça, que ficou 14,01% mais cara para o consumidor, sofreu impacto do novo regime tributário adotado no estado de São Paulo, segundo Cesar Rosa, presidente da Tatuzinho e também presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). "Já era previsto que o produto iria subir com a substituição tributária. É reflexo da sonegação que existia."
(Lílian Cunha/Valor Econômico)
Enquanto a inflação do período ficou em 5,99%, vinhos e chope subiram 15,80% e 12,42% respectivamente. Uísque e vodca ficaram 12,23% e 11,46% mais caros. Os sucos de fruta tiveram alta de 8,81% e as cervejas, de 6,19%. Já os refrigerantes estão custando em média 6,56% a mais. E, segundo executivos ouvidos pelo Valor, tanto em dezembro quanto nos primeiros meses de 2009, os preços podem continuar subindo.

"Antes de fevereiro teremos de aumentar os produtos em mais 6%", diz Luís Eduardo Figueiredo, diretor comercial da sucos Jandaia. Ele explica que várias frutas tiveram safra abaixo do esperado, como é o caso do caju - sabor que corresponde a 75%do mercado de concentrados. "A produção de caju este ano está até 40% abaixo do esperado. Além disso, os custos logísticos subiram entre 12% e 15% e o custo de transporte representa de 8% a 10% do preço final do produto", explica.
As cervejas, por sua vez, estão aumentando ainda mais de preço esta semana. A AmBev, que tem 67% do mercado, anunciou reajuste para os supermercados de 5,4%. "Quando a AmBev sobe, depois as outras marcas acabam aumentando preços também", diz Emílio Bueno, presidente da Rede Econ, com mais de 30 lojas em São Paulo.
A Femsa, dona das marcas Sol e Kaiser, informa que não tem reajustes planejados. "Houve sim uma mudança de custos neste ano. Mas o preço das matérias primas caiu na mesma proporção em que o dólar subiu, compensando um pelo outro", diz Paulo Macedo, diretor de relações externas Mercosul da companhia. "O aumento que houve no mercado este ano foi mais preventivo. A indústria está tentando se prevenir no caso de uma alta dos insumos que não houve até agora", afirma. A Femsa, segundo ele, aplicou um aumento diluído durante o ano para repassar "apenas a inflação do ano passado", que ficou em 4,38% segundo a Fipe.
Em 2009, entretanto, as cervejarias deverão importar mais malte que o normal, devido à má qualidade da safra de cevada, de acordo com Euclydes Minella, pesquisador e especialista em cevada da Embrapa Trigo, de Passo Fundo (RS). "Elas terão que aumentar seu gasto em dólar", diz.
Mesmo assim, Macedo, da Femsa, diz que o reajuste da cerveja não se justifica. "A indústria faz contratos de compra de um ano, dois anos e de até cinco anos. Variações cambiais não têm reflexo imediato nos custos como muitos pensam."
No caso de bebidas mais finas, como vinhos e destilados, o aumento tem, sim, a ver com o dólar pois boa parte desses produtos é importada. Alguns fabricantes, como a britânica Diageo, líder global no segmento de bebidas alcoólicas premium, tentam trabalhar com uma cotação menor da moeda americana que a praticada pelo mercado. A companhia divulgou esta semana que está trabalhando com o dólar a R$ 1,80, em uma tentativa de não assustar os consumidores neste final de ano.
Já a tradicional cachaça, que ficou 14,01% mais cara para o consumidor, sofreu impacto do novo regime tributário adotado no estado de São Paulo, segundo Cesar Rosa, presidente da Tatuzinho e também presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). "Já era previsto que o produto iria subir com a substituição tributária. É reflexo da sonegação que existia."
(Lílian Cunha/Valor Econômico)
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Spam, enlatado de épocas de crise, volta a ser sucesso de vendas
(Gazeta Mercantil - 28.11.08)
A economia está em farrapos e, para milhões de pessoas, o futuro é incerto. Mas para alguns empregados aqui na fábrica da Hormel Foods, o momento nunca foi melhor. Eles estão trabalhando em um ritmo louco e acumulando todas as horas extras que quiserem.
Tais trabalhadores fabricam o Spam (um apresuntado em lata). Essa que talvez seja a comida icônica dos tempos difíceis na despensa americana.
Através da guerra e da recessão, os americanos se voltaram ao produto enlatado e brilhante da Hormel como uma maneira de economizar dinheiro, colocando na mesa algo que lembre carne. Agora, em um sinal dos tempos, isso está acontecendo novamente, e a Hormel está fabricando tanto Spam quanto seus trabalhadores conseguirem produzir.Em uma fábrica localizada ao lado da Interestadual 90, dois turnos de empregados têm feito Spam sete dias por semana desde julho, e foi dito a eles que o implacável ritmo de trabalho vai continuar indefinidamente.
O Spam, um retângulo gelatinoso de aproximadamente 340 gramas de presunto e carne de porco apimentados, pode estar entre as comidas mais mal faladas do mundo, rejeitado e considerado intragável pelas elites dos alimentos e espetado pelos comediantes que têm criado teorias espertalhonas a respeito do seu nome (um exemplo: algo que se faz passar por de carne, aproveitando as iniciais do nome em inglês).
Mas atualmente, os consumidores estão redescobrindo os alimentos relativamente baratos e o Spam está entre eles. A lata de Spam de aproximadamente 340 gramas, comercializada como "Gosto Louco", custa cerca de US$ 2,40. "As pessoas estão percebendo que não é um produto tão ruim", disse Dan Johnson, 55, que opera um forno de 21 metros para a fabricação de Spam.
A Hormel se negou a cooperar com este artigo, mas vários de seus empregados foram entrevistados aqui recentemente com a ajuda de seu sindicato, o United Food and Commercial Workers International Union Local 9. Jogados nas cadeiras no corredor do sindicato depois de fabricar 149,9 mil latas de Spam no turno do dia, vários trabalhadores veteranos disseram que já haviam passado por períodos de boom antes – mas nenhum como este.
O Spam "parece se dar bem quando chegam os tempos difíceis", disse Dan Bartel, agente do sindicato. "Vamos provavelmente ver linhas de Spam em vez de linhas de sopa".
Mesmo quando os consumidores estão reduzindo o consumo de todos os tipos de bens, o Spam está entre um grupo seleto de itens alimentícios econômicos que estão firmes nas vendas.
Misturas para fazer panquecas e batatas instantâneas estão explodindo, assim como as vitaminas, os conservantes de frutas e vegetais e a cerveja, de acordo com dados de outubro compilados pela Information Resources, uma empresa de pesquisa de mercado.
"Vimos um aumento de dois dígitos na venda de arroz e feijão", disse Teena Massingill, porta-voz da rede de supermercados Safeway. "Eles realmente satisfazem". A Kraft Foods disse recentemente que alguns de seus produtos econômicos como o macarrão e o queijo, o Jell-O e o Kool-Aid estavam tendo um grande crescimento. As vendas do Velveeta ainda estão crescendo, se é que não estão explodindo. O Velveeta é um produto da Kraft que lembra, de certa forma o queijo, assim como o Spam lembra o presunto.
O Spam tem um lugar especial na história culinária dos EUA, tanto com fonte de humor resistente e de proteína barata durante os tempos difíceis.
Inventado durante a Grande Depressão por Jay Hormel, filho do fundador da companhia, o Spam é uma combinação de presunto, carne de porco, açúcar, sal, água, fécula de batata e uma "pitada" de nitrato de sódio "para ajudar o Spam a manter sua maravilhosa cor rosa", de acordo com o site da Hormel.
Porque é fechado a vácuo em uma lata e não requer refrigeração, o Spam pode durar anos. A Hormel diz que é "como carne com um botão pause".
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Spam se tornou uma elemento principal para as tropas aliadas no exterior. Elas o introduziram aos residentes locais, e ele permanece popular em muitas partes do mundo onde as tropas ficaram estacionadas.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 12)(Andrew Martin The New York Times)
Humoristas e internautas imortalizaram o termo
O Spam criou um grupo bizarro de seguidores nos anos 70, graças principalmente ao Monty Python, a trupe de comediantes ingleses. Em uma paródia dos anos 70 um casal tentava pedir o café da manhã em um café que servia Spam em quase todos os pratos, como "Ovos, Spam, Salsicha e Spam". Os clientes tinham finalmente as vozes encobertas por um grupo de vickings que cantavam "Spam, amável Spam, maravilhoso Spam". (Familiarizados com o paródia, os pioneiros da internet rotularam os e-mails que não prestam de "spam" porque eles cobrem outro diálogo, de acordo com uma teoria.)
Aqui em Austin, autoridades locais têm tentado se beneficiar do status kitsch do Spam, mesmo se um odor evidentemente desagradável pairar sobre a cidade (um matadouro próximo da fábrica da Hormel abate 19 mil porcos de engorda). Austin se anuncia como a "Cidade do Spam", e se gaba dos 13 restaurantes com Spam no menu.
O Jerry''s Other Place vende um Spamburguer por US$ 6,29. O menu do "Spanarama" inclui ovos Benedict com Spam por US$ 7,35. No Steve''s Pizza, um Spam médio e uma pizza de abacaxi custam US$ 11,58. "Há todos os tipos de pessoas com um conexão emocional com o Spam", disse Gilbert "Gil" Gutknecht Jr., ex-congressista de Minnesota, que estava na loja de presentes no Spam Museum comprando uma gravata Spam, camisetas suéteres de malha de algodão e brincos. Gutknecht lembrou que um dia foi juiz em um concurso de receitas com Spam. "A melhor coisa são os brownies de Spam", disse, mais ou menos sério.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 12)(NYT)
A economia está em farrapos e, para milhões de pessoas, o futuro é incerto. Mas para alguns empregados aqui na fábrica da Hormel Foods, o momento nunca foi melhor. Eles estão trabalhando em um ritmo louco e acumulando todas as horas extras que quiserem.
Tais trabalhadores fabricam o Spam (um apresuntado em lata). Essa que talvez seja a comida icônica dos tempos difíceis na despensa americana.
Através da guerra e da recessão, os americanos se voltaram ao produto enlatado e brilhante da Hormel como uma maneira de economizar dinheiro, colocando na mesa algo que lembre carne. Agora, em um sinal dos tempos, isso está acontecendo novamente, e a Hormel está fabricando tanto Spam quanto seus trabalhadores conseguirem produzir.Em uma fábrica localizada ao lado da Interestadual 90, dois turnos de empregados têm feito Spam sete dias por semana desde julho, e foi dito a eles que o implacável ritmo de trabalho vai continuar indefinidamente. O Spam, um retângulo gelatinoso de aproximadamente 340 gramas de presunto e carne de porco apimentados, pode estar entre as comidas mais mal faladas do mundo, rejeitado e considerado intragável pelas elites dos alimentos e espetado pelos comediantes que têm criado teorias espertalhonas a respeito do seu nome (um exemplo: algo que se faz passar por de carne, aproveitando as iniciais do nome em inglês).
Mas atualmente, os consumidores estão redescobrindo os alimentos relativamente baratos e o Spam está entre eles. A lata de Spam de aproximadamente 340 gramas, comercializada como "Gosto Louco", custa cerca de US$ 2,40. "As pessoas estão percebendo que não é um produto tão ruim", disse Dan Johnson, 55, que opera um forno de 21 metros para a fabricação de Spam.
A Hormel se negou a cooperar com este artigo, mas vários de seus empregados foram entrevistados aqui recentemente com a ajuda de seu sindicato, o United Food and Commercial Workers International Union Local 9. Jogados nas cadeiras no corredor do sindicato depois de fabricar 149,9 mil latas de Spam no turno do dia, vários trabalhadores veteranos disseram que já haviam passado por períodos de boom antes – mas nenhum como este. O Spam "parece se dar bem quando chegam os tempos difíceis", disse Dan Bartel, agente do sindicato. "Vamos provavelmente ver linhas de Spam em vez de linhas de sopa".
Mesmo quando os consumidores estão reduzindo o consumo de todos os tipos de bens, o Spam está entre um grupo seleto de itens alimentícios econômicos que estão firmes nas vendas.
Misturas para fazer panquecas e batatas instantâneas estão explodindo, assim como as vitaminas, os conservantes de frutas e vegetais e a cerveja, de acordo com dados de outubro compilados pela Information Resources, uma empresa de pesquisa de mercado.
"Vimos um aumento de dois dígitos na venda de arroz e feijão", disse Teena Massingill, porta-voz da rede de supermercados Safeway. "Eles realmente satisfazem". A Kraft Foods disse recentemente que alguns de seus produtos econômicos como o macarrão e o queijo, o Jell-O e o Kool-Aid estavam tendo um grande crescimento. As vendas do Velveeta ainda estão crescendo, se é que não estão explodindo. O Velveeta é um produto da Kraft que lembra, de certa forma o queijo, assim como o Spam lembra o presunto. O Spam tem um lugar especial na história culinária dos EUA, tanto com fonte de humor resistente e de proteína barata durante os tempos difíceis.
Inventado durante a Grande Depressão por Jay Hormel, filho do fundador da companhia, o Spam é uma combinação de presunto, carne de porco, açúcar, sal, água, fécula de batata e uma "pitada" de nitrato de sódio "para ajudar o Spam a manter sua maravilhosa cor rosa", de acordo com o site da Hormel.
Porque é fechado a vácuo em uma lata e não requer refrigeração, o Spam pode durar anos. A Hormel diz que é "como carne com um botão pause".
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Spam se tornou uma elemento principal para as tropas aliadas no exterior. Elas o introduziram aos residentes locais, e ele permanece popular em muitas partes do mundo onde as tropas ficaram estacionadas.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 12)(Andrew Martin The New York Times)
Humoristas e internautas imortalizaram o termo
O Spam criou um grupo bizarro de seguidores nos anos 70, graças principalmente ao Monty Python, a trupe de comediantes ingleses. Em uma paródia dos anos 70 um casal tentava pedir o café da manhã em um café que servia Spam em quase todos os pratos, como "Ovos, Spam, Salsicha e Spam". Os clientes tinham finalmente as vozes encobertas por um grupo de vickings que cantavam "Spam, amável Spam, maravilhoso Spam". (Familiarizados com o paródia, os pioneiros da internet rotularam os e-mails que não prestam de "spam" porque eles cobrem outro diálogo, de acordo com uma teoria.)
Aqui em Austin, autoridades locais têm tentado se beneficiar do status kitsch do Spam, mesmo se um odor evidentemente desagradável pairar sobre a cidade (um matadouro próximo da fábrica da Hormel abate 19 mil porcos de engorda). Austin se anuncia como a "Cidade do Spam", e se gaba dos 13 restaurantes com Spam no menu. O Jerry''s Other Place vende um Spamburguer por US$ 6,29. O menu do "Spanarama" inclui ovos Benedict com Spam por US$ 7,35. No Steve''s Pizza, um Spam médio e uma pizza de abacaxi custam US$ 11,58. "Há todos os tipos de pessoas com um conexão emocional com o Spam", disse Gilbert "Gil" Gutknecht Jr., ex-congressista de Minnesota, que estava na loja de presentes no Spam Museum comprando uma gravata Spam, camisetas suéteres de malha de algodão e brincos. Gutknecht lembrou que um dia foi juiz em um concurso de receitas com Spam. "A melhor coisa são os brownies de Spam", disse, mais ou menos sério.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 12)(NYT)
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Contra crise, pubs irlandeses congelam o preço da cerveja
Se alguém na Europa tinha dúvidas de que a recessão será longa, uma decisão tomada ontem na Irlanda comprovou que a situação é mais grave do que se imaginava. Os pubs do país entraram em um acordo inédito para congelar o preço da cerveja. A medida tem como objetivo garantir que a freqüência dos bares não sofra uma queda diante da mais grave recessão enfrentada pela Irlanda nos últimos 30 anos.
No país, a freqüência dos pubs e o consumo da cerveja é um dos principais indicadores da saúde econômica do país.
Desde outubro, cerca de dez pubs vem sendo fechados por semana. Em Dublin, a recessão não está gerando apenas desemprego no setor de construção ou acabando com a fama de dinamismo do tigre celta. O número freqüentadores de bares desabou.
O congelamento do preço da cerveja será válido por um ano e foi acordada entre 5,5 mil pubs. "No que se refere às finanças, 2009 será um ano muito difícil", afirmou a associação de pubs da Irlanda. Por isso, a decisão de não permitir uma mudança no preço da cerveja vem como "reação a uma deterioração da situação econômica e da pressão sobre os gastos dos consumidores".
O temor é de que o ritmo de falência exploda em 2009. Uma estimativa aponta que um a cada oito pubs vai fechar até 2012. Isso significa a falência de 7,5 mil bares. Há uma semana, o tradicional grupo Thomas Read declarou falência. O grupo possui 22 pubs só em Dublin e emprega 400 pessoas.
A Irlanda foi um dos primeiros países da Europa a entrar em recessão neste ano e até mesmo os brasileiros que foram trabalhar na construção civil nos últimos anos já começam a retornar.
(Jamil Chade - OESP)
No país, a freqüência dos pubs e o consumo da cerveja é um dos principais indicadores da saúde econômica do país.
Desde outubro, cerca de dez pubs vem sendo fechados por semana. Em Dublin, a recessão não está gerando apenas desemprego no setor de construção ou acabando com a fama de dinamismo do tigre celta. O número freqüentadores de bares desabou.
O congelamento do preço da cerveja será válido por um ano e foi acordada entre 5,5 mil pubs. "No que se refere às finanças, 2009 será um ano muito difícil", afirmou a associação de pubs da Irlanda. Por isso, a decisão de não permitir uma mudança no preço da cerveja vem como "reação a uma deterioração da situação econômica e da pressão sobre os gastos dos consumidores".
O temor é de que o ritmo de falência exploda em 2009. Uma estimativa aponta que um a cada oito pubs vai fechar até 2012. Isso significa a falência de 7,5 mil bares. Há uma semana, o tradicional grupo Thomas Read declarou falência. O grupo possui 22 pubs só em Dublin e emprega 400 pessoas.
A Irlanda foi um dos primeiros países da Europa a entrar em recessão neste ano e até mesmo os brasileiros que foram trabalhar na construção civil nos últimos anos já começam a retornar.
(Jamil Chade - OESP)
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Celular busca o banheiro mais próximo em bairro de Londres
Serviço é inédito no Reino Unido e pretende diminuir incidência de pessoas urinando na rua
LONDRES - Um novo serviço prestado por celular promete aos londrinos que eles nunca mais gastarão tempo para encontrar banheiros. A subprefeitura de Westminster, que cobre as regiões de Oxford Street, o West End e o Parlamento, lançou nesta quinta-feira, 29, o "SatLav" - uma busca de banheiros para usuários de telefone celular.
Freqüentadores da região de Westminter agora poderão digitar a palavra "toilet" no celular e receber de volta uma mensagem de texto com o endereço do banheiro público mais perto do local em que está. O sistema tem 40 banheiros cadastrados, que "sente" a localização do usuário conforme a intensidade do sinal. O serviço custa US$ 0,52 por mensagem - o uso da maioria dos banheiros é de graça.
A subprefeitura espera que o serviço ajude a diminuir a incidência de pessoas urinando nas ruas, o que, somado, chega a 10 mil galões (ou 45 mil litros) de urina por ano.
Serviços similares já existem em outros lugares, como a busca por banheiros oferecida pela Vindigo na maioria das cidades americanas, mas o SatLav é o primeiro do tipo no Reino Unido.
Site da subprefeitura de Westminster na internet: http://www.westminster.gov.uk/
LONDRES - Um novo serviço prestado por celular promete aos londrinos que eles nunca mais gastarão tempo para encontrar banheiros. A subprefeitura de Westminster, que cobre as regiões de Oxford Street, o West End e o Parlamento, lançou nesta quinta-feira, 29, o "SatLav" - uma busca de banheiros para usuários de telefone celular.
Freqüentadores da região de Westminter agora poderão digitar a palavra "toilet" no celular e receber de volta uma mensagem de texto com o endereço do banheiro público mais perto do local em que está. O sistema tem 40 banheiros cadastrados, que "sente" a localização do usuário conforme a intensidade do sinal. O serviço custa US$ 0,52 por mensagem - o uso da maioria dos banheiros é de graça.
A subprefeitura espera que o serviço ajude a diminuir a incidência de pessoas urinando nas ruas, o que, somado, chega a 10 mil galões (ou 45 mil litros) de urina por ano.
Serviços similares já existem em outros lugares, como a busca por banheiros oferecida pela Vindigo na maioria das cidades americanas, mas o SatLav é o primeiro do tipo no Reino Unido.
Site da subprefeitura de Westminster na internet: http://www.westminster.gov.uk/
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