quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Spam, enlatado de épocas de crise, volta a ser sucesso de vendas
(Gazeta Mercantil - 28.11.08)
A economia está em farrapos e, para milhões de pessoas, o futuro é incerto. Mas para alguns empregados aqui na fábrica da Hormel Foods, o momento nunca foi melhor. Eles estão trabalhando em um ritmo louco e acumulando todas as horas extras que quiserem.
Tais trabalhadores fabricam o Spam (um apresuntado em lata). Essa que talvez seja a comida icônica dos tempos difíceis na despensa americana.
Através da guerra e da recessão, os americanos se voltaram ao produto enlatado e brilhante da Hormel como uma maneira de economizar dinheiro, colocando na mesa algo que lembre carne. Agora, em um sinal dos tempos, isso está acontecendo novamente, e a Hormel está fabricando tanto Spam quanto seus trabalhadores conseguirem produzir.Em uma fábrica localizada ao lado da Interestadual 90, dois turnos de empregados têm feito Spam sete dias por semana desde julho, e foi dito a eles que o implacável ritmo de trabalho vai continuar indefinidamente.
O Spam, um retângulo gelatinoso de aproximadamente 340 gramas de presunto e carne de porco apimentados, pode estar entre as comidas mais mal faladas do mundo, rejeitado e considerado intragável pelas elites dos alimentos e espetado pelos comediantes que têm criado teorias espertalhonas a respeito do seu nome (um exemplo: algo que se faz passar por de carne, aproveitando as iniciais do nome em inglês).
Mas atualmente, os consumidores estão redescobrindo os alimentos relativamente baratos e o Spam está entre eles. A lata de Spam de aproximadamente 340 gramas, comercializada como "Gosto Louco", custa cerca de US$ 2,40. "As pessoas estão percebendo que não é um produto tão ruim", disse Dan Johnson, 55, que opera um forno de 21 metros para a fabricação de Spam.
A Hormel se negou a cooperar com este artigo, mas vários de seus empregados foram entrevistados aqui recentemente com a ajuda de seu sindicato, o United Food and Commercial Workers International Union Local 9. Jogados nas cadeiras no corredor do sindicato depois de fabricar 149,9 mil latas de Spam no turno do dia, vários trabalhadores veteranos disseram que já haviam passado por períodos de boom antes – mas nenhum como este.
O Spam "parece se dar bem quando chegam os tempos difíceis", disse Dan Bartel, agente do sindicato. "Vamos provavelmente ver linhas de Spam em vez de linhas de sopa".
Mesmo quando os consumidores estão reduzindo o consumo de todos os tipos de bens, o Spam está entre um grupo seleto de itens alimentícios econômicos que estão firmes nas vendas.
Misturas para fazer panquecas e batatas instantâneas estão explodindo, assim como as vitaminas, os conservantes de frutas e vegetais e a cerveja, de acordo com dados de outubro compilados pela Information Resources, uma empresa de pesquisa de mercado.
"Vimos um aumento de dois dígitos na venda de arroz e feijão", disse Teena Massingill, porta-voz da rede de supermercados Safeway. "Eles realmente satisfazem". A Kraft Foods disse recentemente que alguns de seus produtos econômicos como o macarrão e o queijo, o Jell-O e o Kool-Aid estavam tendo um grande crescimento. As vendas do Velveeta ainda estão crescendo, se é que não estão explodindo. O Velveeta é um produto da Kraft que lembra, de certa forma o queijo, assim como o Spam lembra o presunto.
O Spam tem um lugar especial na história culinária dos EUA, tanto com fonte de humor resistente e de proteína barata durante os tempos difíceis.
Inventado durante a Grande Depressão por Jay Hormel, filho do fundador da companhia, o Spam é uma combinação de presunto, carne de porco, açúcar, sal, água, fécula de batata e uma "pitada" de nitrato de sódio "para ajudar o Spam a manter sua maravilhosa cor rosa", de acordo com o site da Hormel.
Porque é fechado a vácuo em uma lata e não requer refrigeração, o Spam pode durar anos. A Hormel diz que é "como carne com um botão pause".
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Spam se tornou uma elemento principal para as tropas aliadas no exterior. Elas o introduziram aos residentes locais, e ele permanece popular em muitas partes do mundo onde as tropas ficaram estacionadas.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 12)(Andrew Martin The New York Times)
Humoristas e internautas imortalizaram o termo
O Spam criou um grupo bizarro de seguidores nos anos 70, graças principalmente ao Monty Python, a trupe de comediantes ingleses. Em uma paródia dos anos 70 um casal tentava pedir o café da manhã em um café que servia Spam em quase todos os pratos, como "Ovos, Spam, Salsicha e Spam". Os clientes tinham finalmente as vozes encobertas por um grupo de vickings que cantavam "Spam, amável Spam, maravilhoso Spam". (Familiarizados com o paródia, os pioneiros da internet rotularam os e-mails que não prestam de "spam" porque eles cobrem outro diálogo, de acordo com uma teoria.)
Aqui em Austin, autoridades locais têm tentado se beneficiar do status kitsch do Spam, mesmo se um odor evidentemente desagradável pairar sobre a cidade (um matadouro próximo da fábrica da Hormel abate 19 mil porcos de engorda). Austin se anuncia como a "Cidade do Spam", e se gaba dos 13 restaurantes com Spam no menu.
O Jerry''s Other Place vende um Spamburguer por US$ 6,29. O menu do "Spanarama" inclui ovos Benedict com Spam por US$ 7,35. No Steve''s Pizza, um Spam médio e uma pizza de abacaxi custam US$ 11,58. "Há todos os tipos de pessoas com um conexão emocional com o Spam", disse Gilbert "Gil" Gutknecht Jr., ex-congressista de Minnesota, que estava na loja de presentes no Spam Museum comprando uma gravata Spam, camisetas suéteres de malha de algodão e brincos. Gutknecht lembrou que um dia foi juiz em um concurso de receitas com Spam. "A melhor coisa são os brownies de Spam", disse, mais ou menos sério.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 12)(NYT)
A economia está em farrapos e, para milhões de pessoas, o futuro é incerto. Mas para alguns empregados aqui na fábrica da Hormel Foods, o momento nunca foi melhor. Eles estão trabalhando em um ritmo louco e acumulando todas as horas extras que quiserem.
Tais trabalhadores fabricam o Spam (um apresuntado em lata). Essa que talvez seja a comida icônica dos tempos difíceis na despensa americana.
Através da guerra e da recessão, os americanos se voltaram ao produto enlatado e brilhante da Hormel como uma maneira de economizar dinheiro, colocando na mesa algo que lembre carne. Agora, em um sinal dos tempos, isso está acontecendo novamente, e a Hormel está fabricando tanto Spam quanto seus trabalhadores conseguirem produzir.Em uma fábrica localizada ao lado da Interestadual 90, dois turnos de empregados têm feito Spam sete dias por semana desde julho, e foi dito a eles que o implacável ritmo de trabalho vai continuar indefinidamente. O Spam, um retângulo gelatinoso de aproximadamente 340 gramas de presunto e carne de porco apimentados, pode estar entre as comidas mais mal faladas do mundo, rejeitado e considerado intragável pelas elites dos alimentos e espetado pelos comediantes que têm criado teorias espertalhonas a respeito do seu nome (um exemplo: algo que se faz passar por de carne, aproveitando as iniciais do nome em inglês).
Mas atualmente, os consumidores estão redescobrindo os alimentos relativamente baratos e o Spam está entre eles. A lata de Spam de aproximadamente 340 gramas, comercializada como "Gosto Louco", custa cerca de US$ 2,40. "As pessoas estão percebendo que não é um produto tão ruim", disse Dan Johnson, 55, que opera um forno de 21 metros para a fabricação de Spam.
A Hormel se negou a cooperar com este artigo, mas vários de seus empregados foram entrevistados aqui recentemente com a ajuda de seu sindicato, o United Food and Commercial Workers International Union Local 9. Jogados nas cadeiras no corredor do sindicato depois de fabricar 149,9 mil latas de Spam no turno do dia, vários trabalhadores veteranos disseram que já haviam passado por períodos de boom antes – mas nenhum como este. O Spam "parece se dar bem quando chegam os tempos difíceis", disse Dan Bartel, agente do sindicato. "Vamos provavelmente ver linhas de Spam em vez de linhas de sopa".
Mesmo quando os consumidores estão reduzindo o consumo de todos os tipos de bens, o Spam está entre um grupo seleto de itens alimentícios econômicos que estão firmes nas vendas.
Misturas para fazer panquecas e batatas instantâneas estão explodindo, assim como as vitaminas, os conservantes de frutas e vegetais e a cerveja, de acordo com dados de outubro compilados pela Information Resources, uma empresa de pesquisa de mercado.
"Vimos um aumento de dois dígitos na venda de arroz e feijão", disse Teena Massingill, porta-voz da rede de supermercados Safeway. "Eles realmente satisfazem". A Kraft Foods disse recentemente que alguns de seus produtos econômicos como o macarrão e o queijo, o Jell-O e o Kool-Aid estavam tendo um grande crescimento. As vendas do Velveeta ainda estão crescendo, se é que não estão explodindo. O Velveeta é um produto da Kraft que lembra, de certa forma o queijo, assim como o Spam lembra o presunto. O Spam tem um lugar especial na história culinária dos EUA, tanto com fonte de humor resistente e de proteína barata durante os tempos difíceis.
Inventado durante a Grande Depressão por Jay Hormel, filho do fundador da companhia, o Spam é uma combinação de presunto, carne de porco, açúcar, sal, água, fécula de batata e uma "pitada" de nitrato de sódio "para ajudar o Spam a manter sua maravilhosa cor rosa", de acordo com o site da Hormel.
Porque é fechado a vácuo em uma lata e não requer refrigeração, o Spam pode durar anos. A Hormel diz que é "como carne com um botão pause".
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Spam se tornou uma elemento principal para as tropas aliadas no exterior. Elas o introduziram aos residentes locais, e ele permanece popular em muitas partes do mundo onde as tropas ficaram estacionadas.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 12)(Andrew Martin The New York Times)
Humoristas e internautas imortalizaram o termo
O Spam criou um grupo bizarro de seguidores nos anos 70, graças principalmente ao Monty Python, a trupe de comediantes ingleses. Em uma paródia dos anos 70 um casal tentava pedir o café da manhã em um café que servia Spam em quase todos os pratos, como "Ovos, Spam, Salsicha e Spam". Os clientes tinham finalmente as vozes encobertas por um grupo de vickings que cantavam "Spam, amável Spam, maravilhoso Spam". (Familiarizados com o paródia, os pioneiros da internet rotularam os e-mails que não prestam de "spam" porque eles cobrem outro diálogo, de acordo com uma teoria.)
Aqui em Austin, autoridades locais têm tentado se beneficiar do status kitsch do Spam, mesmo se um odor evidentemente desagradável pairar sobre a cidade (um matadouro próximo da fábrica da Hormel abate 19 mil porcos de engorda). Austin se anuncia como a "Cidade do Spam", e se gaba dos 13 restaurantes com Spam no menu. O Jerry''s Other Place vende um Spamburguer por US$ 6,29. O menu do "Spanarama" inclui ovos Benedict com Spam por US$ 7,35. No Steve''s Pizza, um Spam médio e uma pizza de abacaxi custam US$ 11,58. "Há todos os tipos de pessoas com um conexão emocional com o Spam", disse Gilbert "Gil" Gutknecht Jr., ex-congressista de Minnesota, que estava na loja de presentes no Spam Museum comprando uma gravata Spam, camisetas suéteres de malha de algodão e brincos. Gutknecht lembrou que um dia foi juiz em um concurso de receitas com Spam. "A melhor coisa são os brownies de Spam", disse, mais ou menos sério.
(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 12)(NYT)
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Contra crise, pubs irlandeses congelam o preço da cerveja
Se alguém na Europa tinha dúvidas de que a recessão será longa, uma decisão tomada ontem na Irlanda comprovou que a situação é mais grave do que se imaginava. Os pubs do país entraram em um acordo inédito para congelar o preço da cerveja. A medida tem como objetivo garantir que a freqüência dos bares não sofra uma queda diante da mais grave recessão enfrentada pela Irlanda nos últimos 30 anos.
No país, a freqüência dos pubs e o consumo da cerveja é um dos principais indicadores da saúde econômica do país.
Desde outubro, cerca de dez pubs vem sendo fechados por semana. Em Dublin, a recessão não está gerando apenas desemprego no setor de construção ou acabando com a fama de dinamismo do tigre celta. O número freqüentadores de bares desabou.
O congelamento do preço da cerveja será válido por um ano e foi acordada entre 5,5 mil pubs. "No que se refere às finanças, 2009 será um ano muito difícil", afirmou a associação de pubs da Irlanda. Por isso, a decisão de não permitir uma mudança no preço da cerveja vem como "reação a uma deterioração da situação econômica e da pressão sobre os gastos dos consumidores".
O temor é de que o ritmo de falência exploda em 2009. Uma estimativa aponta que um a cada oito pubs vai fechar até 2012. Isso significa a falência de 7,5 mil bares. Há uma semana, o tradicional grupo Thomas Read declarou falência. O grupo possui 22 pubs só em Dublin e emprega 400 pessoas.
A Irlanda foi um dos primeiros países da Europa a entrar em recessão neste ano e até mesmo os brasileiros que foram trabalhar na construção civil nos últimos anos já começam a retornar.
(Jamil Chade - OESP)
No país, a freqüência dos pubs e o consumo da cerveja é um dos principais indicadores da saúde econômica do país.
Desde outubro, cerca de dez pubs vem sendo fechados por semana. Em Dublin, a recessão não está gerando apenas desemprego no setor de construção ou acabando com a fama de dinamismo do tigre celta. O número freqüentadores de bares desabou.
O congelamento do preço da cerveja será válido por um ano e foi acordada entre 5,5 mil pubs. "No que se refere às finanças, 2009 será um ano muito difícil", afirmou a associação de pubs da Irlanda. Por isso, a decisão de não permitir uma mudança no preço da cerveja vem como "reação a uma deterioração da situação econômica e da pressão sobre os gastos dos consumidores".
O temor é de que o ritmo de falência exploda em 2009. Uma estimativa aponta que um a cada oito pubs vai fechar até 2012. Isso significa a falência de 7,5 mil bares. Há uma semana, o tradicional grupo Thomas Read declarou falência. O grupo possui 22 pubs só em Dublin e emprega 400 pessoas.
A Irlanda foi um dos primeiros países da Europa a entrar em recessão neste ano e até mesmo os brasileiros que foram trabalhar na construção civil nos últimos anos já começam a retornar.
(Jamil Chade - OESP)
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Celular busca o banheiro mais próximo em bairro de Londres
Serviço é inédito no Reino Unido e pretende diminuir incidência de pessoas urinando na rua
LONDRES - Um novo serviço prestado por celular promete aos londrinos que eles nunca mais gastarão tempo para encontrar banheiros. A subprefeitura de Westminster, que cobre as regiões de Oxford Street, o West End e o Parlamento, lançou nesta quinta-feira, 29, o "SatLav" - uma busca de banheiros para usuários de telefone celular.
Freqüentadores da região de Westminter agora poderão digitar a palavra "toilet" no celular e receber de volta uma mensagem de texto com o endereço do banheiro público mais perto do local em que está. O sistema tem 40 banheiros cadastrados, que "sente" a localização do usuário conforme a intensidade do sinal. O serviço custa US$ 0,52 por mensagem - o uso da maioria dos banheiros é de graça.
A subprefeitura espera que o serviço ajude a diminuir a incidência de pessoas urinando nas ruas, o que, somado, chega a 10 mil galões (ou 45 mil litros) de urina por ano.
Serviços similares já existem em outros lugares, como a busca por banheiros oferecida pela Vindigo na maioria das cidades americanas, mas o SatLav é o primeiro do tipo no Reino Unido.
Site da subprefeitura de Westminster na internet: http://www.westminster.gov.uk/
LONDRES - Um novo serviço prestado por celular promete aos londrinos que eles nunca mais gastarão tempo para encontrar banheiros. A subprefeitura de Westminster, que cobre as regiões de Oxford Street, o West End e o Parlamento, lançou nesta quinta-feira, 29, o "SatLav" - uma busca de banheiros para usuários de telefone celular.
Freqüentadores da região de Westminter agora poderão digitar a palavra "toilet" no celular e receber de volta uma mensagem de texto com o endereço do banheiro público mais perto do local em que está. O sistema tem 40 banheiros cadastrados, que "sente" a localização do usuário conforme a intensidade do sinal. O serviço custa US$ 0,52 por mensagem - o uso da maioria dos banheiros é de graça.
A subprefeitura espera que o serviço ajude a diminuir a incidência de pessoas urinando nas ruas, o que, somado, chega a 10 mil galões (ou 45 mil litros) de urina por ano.
Serviços similares já existem em outros lugares, como a busca por banheiros oferecida pela Vindigo na maioria das cidades americanas, mas o SatLav é o primeiro do tipo no Reino Unido.
Site da subprefeitura de Westminster na internet: http://www.westminster.gov.uk/
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
"Se o brasileiro quiser vinho francês barato, terá de ir à França"
Dhalluin, do Mouton Rothschild, em jantar no MorumbiDepois de Aubert de Villaine, do Domaine de la Romanée Conti, que se reuniu com banqueiros, empresários e apreciadores de vinhos em SP no mês passado, o enólogo chefe e diretor da Mouton Rothschild, Philippe Dhalluin, passou pela cidade para um dia de degustações. Ele se encontrou com 30 enófilos e comandou um jantar -a R$ 480 cada um dos 20 convites- no restaurante Eau, no Morumbi. Na carta da noite, quatro vinhos: do Château d'Armailhac Grand Cru Classé, de R$ 245, ao Château Mouton Rothschild, de 1990, a chamada "safra mágica" -que não sai por menos de R$ 4.000 a garrafa, com rótulo assinado por Francis Bacon. No menu, bacalhau ao creme de trufas, escalope de foie gras com figo e banana caramelizada, carré de cordeiro e biscoitinhos de amêndoas e uvas brancas. Antes do jantar, o enólogo falou à coluna:
FOLHA - Em visita a SP, Pierre Lurton, diretor do Château Cheval Blanc e do Château D'Yquem, disse que poderá faltar champanhe no mundo, já que a produção é limitada e o consumo explodiu em países como China, Rússia e Índia. O mesmo pode acontecer com o vinho?
PHILIPPE DHALLUIN - É sempre possível. Mas quando a demanda sobe, o que fazemos? Subimos o preço. É isso: já que não é possível aumentar a produção, subiremos o preço, claro.
FOLHA - Isso não tornará o consumo mais restrito e elitista?
DHALLUIN - Sim, o consumo é cada vez mais restrito e elitista. C'est la vie [É a vida].
FOLHA - O Brasil é um bom mercado para os vinhos da Mouton? DHALLUIN - É o primeiro mercado da Mouton na América Latina, até porque é o país mais populoso.
FOLHA - Mas a população brasileira em geral não compra vinho.
DHALLUIN - É claro que não. Mas há uma pequena população da elite que pode consumir e que compra. O vinho é um produto de luxo e o consumidor brasileiro é do tipo que se interessa cada vez mais. O problema do Brasil são os impostos. Aqui, o vinho francês tem... tem... [pede ajuda a um importador que está no jantar] Quanto de imposto? É, é isso: 116% até chegar ao consumidor. Um vinho que custa 30 na França, eu vejo aqui por mais de 100. Enfim, se o brasileiro quiser vinho francês barato, terá de ir à França.
FOLHA - O que o senhor acha do crítico Robert Parker, que distribui notas aos vinhos e é acusado de criar uma ditadura do gosto?
DHALLUIN - Robert Parker é a referência mundial em vinhos, como o Guide Michelin, de restaurantes, na França. É um guia. Se você está em SP, por exemplo, num hotel de prestígio ou com amigos numa boa casa, e quer beber um vinho de alto nível, pode recorrer ao Robert Parker. Encontro com ele três, quatro vezes por ano, quando ele visita o château. Ele nos deu a nota máxima, distinguiu o Mouton de todos os outros vinhos. O que posso dizer? Ele não obriga ninguém a escolher este ou aquele vinho.
FOLHA - Muitos no Brasil dizem que aqui se consome vinho mais por exibicionismo que por prazer. O que o senhor acha?
DHALLUIN - É o que eu disse: nossos vinhos são um produto de luxo. É a mesma coisa que se perguntar por que as pessoas usam óculos Yves Saint Laurent, sapatos Prada, ou um relógio de ouro para ver as horas... A resposta é: você ama seus sapatos Prada e pronto.
(Mônica Bergamo/Folha de S.Paulo)
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Especial R.E.M.
Veja o repertório que rolou no som ambiente do Bar na última sexta (07.11). Nada mais do que 31 músicas do R.E.M., uma verdadeira overdose de boa música!
- Belong
- Radio Free Europe
- Pop Song 89
- Carnival of Sorts
- The Sidewinder Sleeps Tonite
- Near Wild Heaven
- Departure
- What’s the Frequency, Kenneth?
- Supernatural Superserious
- Can’t Get There From Here
- Get Up
- The One I Love
- Radio Song
- Orange Crush
- The Wake-up Bomb
- Crush With Eveliner
- Hollow Man
- Talk About the Passion
- Bittersweet Me
- Bang and Blame
- Man On the Moon
- St. Central Rain
- Losing My Religion
- Stand
- Shiny Happy People
- It’s the End of the World as We Know It (and I Feel Fine)
- World Leader Pretend
- Drive
- Me In Honey
- Everybody Hurts
- E-bow the Letter
- Belong
- Radio Free Europe
- Pop Song 89
- Carnival of Sorts
- The Sidewinder Sleeps Tonite
- Near Wild Heaven
- Departure
- What’s the Frequency, Kenneth?
- Supernatural Superserious
- Can’t Get There From Here
- Get Up
- The One I Love
- Radio Song
- Orange Crush
- The Wake-up Bomb
- Crush With Eveliner
- Hollow Man
- Talk About the Passion
- Bittersweet Me
- Bang and Blame
- Man On the Moon
- St. Central Rain
- Losing My Religion
- Stand
- Shiny Happy People
- It’s the End of the World as We Know It (and I Feel Fine)
- World Leader Pretend
- Drive
- Me In Honey
- Everybody Hurts
- E-bow the Letter
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